segunda-feira, 11 de junho de 2012

Rosa



Rosa!
Suprema doçura
Vida pura!
O seu perfume é um bálsamo
Que à felicidade induz
E em nós se traduz!
O sol!
Refletido no orvalho
De suas pétalas
Vermelhas de rubor
Dá-lhe vida
E a nós ensina o amor!


(Valdice -1968 - aula de filosofia)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

UM POUCO DE MIM ... e o meu início no mundo das letrinhas

O MELHOR PRESENTE

Cresci e fiz as séries iniciais na  zona rural , em meio à revista “O Cruzeiro” de quem meu pai era leitor assíduo. Aos cinco anos “apreciava”  as fotos e propagandas e “testemunhei” o suicídio do presidente Getúlio Vargas. Me fascinava ver a foto imensa do presidente morto. Vendo por esse ângulo, parece que tudo era fácil, mas nem sempre foi. Foi preciso comprar uma casa na cidade para que eu e meus irmãos continuássemos os estudos e esse fato ocasionou um certo atraso na conclusão do ginasial e científico.  Essas lembranças  me remeterem  aos anos sessenta quando era estudante do ginasial, hoje ensino fundamental. Ler era o meu êxtase e foi nessa época que li “Eram os deuses astronautas?” e que me impressionou muitíssimo. Lia o que me aparecia na frente e até “porcarias”, como eram vistos certos gibizinhos. Em razão disso minhas redações eram ótimas e algumas delas foram publicadas no jornal da cidade (Palmital/SP) onde morava, por indicação da professora de português que, anos mais tarde, se tornaria colega de profissão. Já no científico, hoje ensino médio, escrevia poesia por sugestão da professora de filosofia, que sempre adentrava na  classe portando algo: uma rosa recém colhida, uma folha seca, um livro. Ler e escrever eram os exercícios para a mente e continuam sendo meu maior prazer. A biblioteca da escola era o meu oásis.  Quer se eternizar? Escreva um livro! Para finalizar este depoimento, quero citar uma frase de Sêneca: “Dar um livro a alguém não é apenas uma gentileza, é um elogio”.

PARA SABER MAIS

LETRAMENTO DIGITAL

Os diferentes espaços de escrita e mecanismos de produção, reprodução e difusão da escrita, como é o meio digital, resulta num novo letramento, denominado letramento digital, que exige do indivíduo um domínio mais apurado daquele proporcionado pelo letramento constituído pela leitura e escrita em textos impressos. O letramento na cibercultura pode ser considerado como mais um gênero textual, dentre os muitos que temos, nos levando a novos desdobramentos na compreensão e produção de textos num novo espaço: a tela do computador. Esta prática exige o domínio da leitura e da escrita em contexto social - o letramento - pois para dar conta desta nova cultura digital, não basta ser alfabetizado, mas sim letrado. A escrita na tela nos possibilita a criação de um texto diferente daquele representado no papel, dando origem ao hipertexto, que segundo Levy, é "um texto móvel, caleidoscópico, que apresenta suas facetas, gira, dobra-se e desdobra-se à vontade frente ao leitor". Se no papel o texto é lido e manuseado linearmente, na tela o hipertexto é lido e escrito de forma multilinear. Acionando-se links, abrem-se infinitas possibilidades de produção, reprodução e difusão da escrita. Finalizando, cito uma frase do texto prosposto para leitura digital, impossível de ser esquecido: "diferentes letramentos ao longo do tempo, diferentes letramentos no nosso tempo"

( Valdice - abril/ 2012 - Práticas de Leitura e Escrita em Contexto Digital)


Resposta da Tutora: Katty Rasga
Muito bom seu texto .........
As principais modificações que o mundo de informações acarreta na formação docente são as mudanças de atitudes, seu olhar para o ensino aprendizagem se volta para um conjunto onde alguém ensina para que alguém aprenda, não é!?
Gostei muito do Prof. Simão, principalmente, quando ele fala do uso da tecnologia com a cabeça errada, quer dizer, o uso da tecnologia com as velhas práticas da sala de aula. Segundo Marcos Silva "Na sala de aula presencial prevalece a baixa participação oral dos alunos e a insistência nas atividades solitárias. Na educação a distância, via TV, o perfil comunicacional da "telessala" ou da "teleaula" se mantém em grande parte centrado na lógica da distribuição, na transmissão massiva de informações ou "conhecimentos". E, via Internet, os sites educacionais continuam estáticos, subutilizando a tecnologia digital, ainda centrados na transmissão de dados, desprovidos de mecanismos de interatividade, de criação coletiva. Portanto, seja na sala de aula "inforrica" (equipada com computadores ligados à Internet), seja no site de educação a distância, seja na "telessala", seja na sala de aula "infopobre", é preciso ir além da percepção de que o conhecimento não está mais centrado na emissão."

Ler e Aprender

O QUE É TEXTO?
Segundo Ziraldo, ler é melhor que estudar. Quantas  verdades embutidas nesta frase!  É aí que reside o nó da questão. O que é texto? Como se constrói  os seus sentidos? Seriam os textos apenas composições ou agrupamentos de palavras com finalidades inumeráveis? Seria uma ocorrência linguística, escrita ou falada, sociocomunicativa, de qualquer extensão?
Ao final de tantas indagações chega-se a conclusão de que texto (escrito, oral, visual), é toda construção cultural provida de significado e com finalidades, como a de informar, emocionar, transmitir conhecimento. De um texto pode surgir outro e mais outro e outro, enfim, a intertextualidade se faz presente na vida de quem lê, escreve, ouve, vê, nos remetendo ao passado ou apontando para outros no futuro.
Para compreender e construir os sentidos do texto, há de se interagir com as palavras, com os argumentos, com o autor e distinguir o seu conteúdo, entre muitas outras ações. São várias as capacidades focadas, que vão, desde a decodificação até sua perfeita compreensão. Sem conhecimento da escrita, do alfabeto, das relações entre grafemas e fonemas e visão geral(sacada), não haverá facilidade de compreensão nem de construção de sentidos do texto.
(Valdice - maio/2012 - Leitura e Escrita na Contemporaneidade)

CRÔNICA - ABRIL/ 2012


DOMINGO MACABRO

Sol alto. Céu sem nuvens. Domingo. Dia de esticar o sono, principalmente para quem mora sozinha por opção e  não tem compromisso. Afinal a semana fora comprida e o dever cumprido. O descanso era mais do que merecido para aquela oficial de justiça que não deixa nada para depois. Ellen, nome abreviado de Ellene, sem “h” , com dois “l” e “e” no final, para complicar sempre que é requisitado em alguma transação,  nem se dá conta das horas quando ouve a campainha tocar. No edifício onde mora o silêncio indica que a maioria de seus habitantes, ou viajou ou ainda dorme. Envolta num roupão, espia pelo olho mágico da porta e nada vê. Por curiosidade, abre-a e se depara com uma cena inusitada: uma pessoa adulta está caída e em posição fetal, como a contorcer-se de dor, logo a sua frente.  Procura controlar-se e verificar o que está acontecendo. Ninguém por perto. Apenas ela e aquele estranho bem vestido, olhos arregalados e de uma imobilidade preocupante.
Liga para a portaria do prédio e pede ajuda. Decorrem vinte angustiosos minutos até a chegada de uma autoridade policial e dos paramédicos do corpo de bombeiros, que constatam que o indivíduo está morto.
Mil perguntas lhe veem a mente enquanto o corpo aguarda a chegada da perícia. Como chegara até ali? Quem seria? Por que um desconhecido tocaria sua campainha logo num domingo de manhã? Enquanto se refaz do susto e o corpo é removido, recebe a recomendação para estar disponível nos próximos dias para uma eventual investigação.
Nenhum morador do terceiro andar se manifestou ou tomou conhecimento da operação que ela chamou de “domingo macabro”. Com o incidente perdera a vontade de planejar o dia, após uma chuveirada. Tentou concentrar-se, após tomar um copo de iogurte, seu desjejum preferido, mas a cena não lhe dava paz. Queria explicações. Precisava delas. Ligou o “notebook” à procura de notícias sobre o  ocorrido confiante nas  tecnologias, e nada! Acabou por iniciar uma conversa com uma escrivã de polícia, amiga de velhas travessuras, que prometeu-lhe prioridade nas informações. Combinaram de almoçar juntas, não sem antes ligar para a mãe, preocupada com o fato de a notícia espalhar-se e pegá-la de surpresa.
Para um domingo que nada prometia, foi movimentado para muito além do imaginário. 
(Valdice - abril/2012 )

domingo, 20 de maio de 2012