quarta-feira, 13 de agosto de 2014

13/08//2014

Garoa linda!
Regando o meu jardim,
Por mais que chova ainda,
Nunca será bastante para mim...
Um dia apenas sem o sol,
E sem notar que o dia finda,
Vou te querer no arrebol,
Por mais que chova ainda!
Garoa linda! 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Poeminhas ....

Foto: Ñ canso de olhar,
De admirar, 
De testemunhar o seu florir!
Ñ canso de cuidar,
De palavrear ,
Fazer e me sentir feliz!


Ñ canso de olhar,
De admirar, 
De testemunhar o seu florir!
Ñ canso de cuidar,
De palavrear ,
Fazer e me sentir feliz!


24/07/2014
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A vida é um poema

Ñ tenha medo de rimar
Seja poeta e feliz
Há um mundo imenso para amar!

 24/07/2014














quarta-feira, 11 de junho de 2014

CONVERSA VAI, CONVERSA VEM.

Conversa vai, conversa vem.
(crônica baseada no depoimento de Alex Anhumas no FACEBOOK)
                   Quase nada acontecia por aqueles lados. Quase , porque o nada é muito pesado na vida de qualquer um. Sempre precisamos de algo para nos equilibrar.
                   A calma, oriunda da tranquilidade do local, se traduzia na brisa amena e no odor das flores. Tudo ali era muito bem cuidado. Do piso impecavelmente limpo ao quintal, onde se tinha a impressão de que até os animais domésticos colaboravam. Nada fora do lugar.
                  A chegada da família de amigos trouxe imensa alegria àquele casal recentemente unido pelo amor maduro. Ambos na casa dos cinqüenta anos, mutilados por perdas inevitáveis que a morte provoca. O presente fora tão bem vindo que era possível notar a felicidade no semblante de cada um.
                 Conversa vai, conversa vem e o inusitado acontece. Um mundo de lembranças se aflora na mente do jovem visitante que  acompanhava  os pais e que  passa a observar tudo ao seu redor. As tecnologias pareciam inexistir, a não ser pelo som de um rádio antigo. Do café, servido na caneca esmaltada, ressurge sua infância vivida num mundo aonde o som principal vinha da orquestra que só as aves sabem compor. O campo fora o seu berço e a casa simples, mas esmeradamente cuidada, seu quartel general. Os avós, uma companhia constante. Com as lembranças veio também a saudade de um mundo muito diferente do atual, repleto de conforto e facilidades, que extrapola os nossos sentidos e nos faz pensar que o mundo não ultrapassa certas fronteiras.
                Ao despedir-se, valorizou esse quase fim de mundo, em que tudo é traduzido no que é bom quando é a natureza que se eleva no pleno viver. Na alegria saudável de pouco querer. 

quarta-feira, 19 de março de 2014

CANTANDO COM O FRANCISCO

Milagre Brasileiro
Cadê o meu?
Cadê o meu, ó meu?
Dizem que você se defendeu
É o milagre brasileiro
Quanto mais trabalho
Menos vejo dinheiro
É o verdadeiro boom
Tu tá no bem bom
Mas eu vivo sem nenhum

Cadê o meu?
Cadê o meu, ó meu?
Eu não falo por despeito
Mas, também, se eu fosse eu
Quebrava o teu
Cobrava o meu
Direito

LIVROS QUE AMEI

 LIVROS QUE AMEI
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Seca!
Como a folha seca
Pode ser a vida!
E com “Vidas Secas”
De Graciliano Ramos
Fiquei entretida!

Com “Dom Casmurro’
Do Machadão
Fiquei chateada!
Terminei a leitura
Sem saber de nada!

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 (outubro/1968)

Minhas experiências pedagógicas

Minhas experiências pedagógicas

Como aluna: para chegar “lá” a regra era estudar e estudar. Não havia escolha: era ler ou ler. E cheguei “lá”. Canudo na mão e cabeça cheia. Estudei na época do “milagre” e a escola era tida como seletiva. Muitos paravam no meio do caminho ....

Como professora: esta “experiência” começa exatamente no auge do milagre – 1973! Tempos em que a “economia” estava em primeiro lugar e a "educação" ... nem tanto!

Os meus métodos, hoje, seriam considerados arcaicos ( pois alguns entendidos pregam a filosofia de que o aluno deve escolher o que quer aprender - nada contra), mas eram estratégias ditadas de modo geral. Meus alunos tinham que ler e escrever. E muito! Nem todos podiam adquirir o livro didático e como dava aulas de matemática ... faltava giz para tanta “escrita”. Os cadernos dos alunos se assemelhavam a livros, de tão bem feitos e organizados. E valiam “nota”.  Eu era uma tirana? Bem, recebi muitos agradecimentos de ex alunos depois. Hoje os encontro excelentes profissionais: professores, advogados, vendedores, médicos ... daí  a concluir-se que a ascensão de cada um está  exatamente na leitura e escrita e principalmente no prazer de fazê-lo. (Abril/2012)

SIGNIFICADO DA PALAVRA "NOITE"

Em muitos idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra
N + o número 8 na respectiva língua.
A letra N é o símbolo matemático de infinito e o 8 deitado também
simboliza infinito, ou seja, noite significa,em todas as línguas,
a união do infinito!!!

Português: noite = n + oito
Inglês: night = n + eight
Alemão: nacht = n + acht
Espanhol: noche = n + ocho
Francês: nuit = n + huit
Italiano: notte = n + otto

Interessante, não?
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.

(Cora Coralina)


sábado, 8 de fevereiro de 2014

Chamada Especial (crônica)

Chamada Especial (crônica)
O dia fora quente e pesado. Quente porque o calor parece emanar de um vulcão e pesado porque a profissão exige o desempenho de tarefas  que nos leva ao desgaste físico e mental.
Essa era a rotina de Lenny, apelido que ela adotara em represália à escolha do seu nome: Helena. Não bastasse  ser a sofredora preferida do Maneco, ela era mais uma “vítima” de um quotidiano de muita aula e pouca recompensa. A dedicação plena aos seus afazeres, aqueles que rendiam o sustento, deixava marcas visíveis no seu dia a dia doméstico. Esquecia-se disto e daquilo e logo vinha aquele sentimento de culpa. Sabia que não poderia por a culpa na falta de tempo para alguma coisa que deixara de fazer, pois essa é uma atitude de quem não concilia o que faz na vida.
Mas algo aconteceu, que deixou sua marca para servir-lhe de exemplo.
Já passava das dezenove horas quando Cid, em homenagem a El Cid, chegou.
_ Oi querida! Teve um dia calmo?
_ Ah ... Ainda bem que é quarta-feira. O meio da semana me vislumbra como um oásis. Você me ligou do seu telefone restrito agora há pouco?
_ Não. Por que?
_ Você sabe o número do celular de Deus?
_O quê?
_ O número do celular de Deus. É restrito?
_ Piorou. Quer se explicar melhor? Alguma piada nova? Não vejo nenhuma coruja por perto.
_ Quando fui abrir a porta, o meu celular tocou. Voltei-me para o lado de onde vinha o som e deparei-me com minha bolsa dependurada do lado de fora do portão, onde a esquecera após abri-lo. Deixei o carro para você guardar, como sempre.
_ Esse calor deve estar prejudicando os seus reflexos. Essa sua bolsa é um pedaço de você. Inseparável. Posso dar um palpite? Se não foi Deus que ligou, foi aquele “ghost” que gosta muito de você.  
Não satisfeita, Lenny fez uma pesquisa e descobriu que apenas uma amiga tinha um número restrito e que não lhe ligara. Difícil foi ter que explicar o por quê das ligações, quando exigida.

Salva pelo gongo ou pela chamada especial, concluiu que o melhor era esquecer. Ou rezar e agradecer. Teve o devaneio interrompido: _ mãe, vamos assistir ao “Mundo de Sofia”? Coincidência? Sei não!!!!!

08/02/2014