Blog destinado à publicação de atividades de cursos e impressões pessoais de um mundo em escala digital.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
UM POUCO DE MIM ... e o meu início no mundo das letrinhas
O MELHOR PRESENTE
Cresci e fiz as séries iniciais na zona rural , em meio à revista “O Cruzeiro” de quem meu pai era leitor assíduo. Aos cinco anos “apreciava” as fotos e propagandas e “testemunhei” o suicídio do presidente Getúlio Vargas. Me fascinava ver a foto imensa do presidente morto. Vendo por esse ângulo, parece que tudo era fácil, mas nem sempre foi. Foi preciso comprar uma casa na cidade para que eu e meus irmãos continuássemos os estudos e esse fato ocasionou um certo atraso na conclusão do ginasial e científico. Essas lembranças me remeterem aos anos sessenta quando era estudante do ginasial, hoje ensino fundamental. Ler era o meu êxtase e foi nessa época que li “Eram os deuses astronautas?” e que me impressionou muitíssimo. Lia o que me aparecia na frente e até “porcarias”, como eram vistos certos gibizinhos. Em razão disso minhas redações eram ótimas e algumas delas foram publicadas no jornal da cidade (Palmital/SP) onde morava, por indicação da professora de português que, anos mais tarde, se tornaria colega de profissão. Já no científico, hoje ensino médio, escrevia poesia por sugestão da professora de filosofia, que sempre adentrava na classe portando algo: uma rosa recém colhida, uma folha seca, um livro. Ler e escrever eram os exercícios para a mente e continuam sendo meu maior prazer. A biblioteca da escola era o meu oásis. Quer se eternizar? Escreva um livro! Para finalizar este depoimento, quero citar uma frase de Sêneca: “Dar um livro a alguém não é apenas uma gentileza, é um elogio”.
PARA SABER MAIS
LETRAMENTO DIGITAL
Os
diferentes espaços de escrita e mecanismos de produção, reprodução e difusão da
escrita, como é o meio digital, resulta num novo letramento, denominado letramento
digital, que exige do indivíduo um domínio mais apurado daquele
proporcionado pelo letramento constituído pela leitura e escrita em textos
impressos. O letramento na cibercultura pode ser considerado como mais um
gênero textual, dentre os muitos que temos, nos levando a novos desdobramentos
na compreensão e produção de textos num novo espaço: a tela do computador. Esta
prática exige o domínio da leitura e da escrita em contexto social - o
letramento - pois para dar conta desta nova cultura digital, não basta ser
alfabetizado, mas sim letrado. A escrita na tela nos possibilita a criação de um
texto diferente daquele representado no papel, dando origem ao hipertexto, que
segundo Levy, é "um texto móvel, caleidoscópico, que apresenta suas
facetas, gira, dobra-se e desdobra-se à vontade frente ao leitor". Se no
papel o texto é lido e manuseado linearmente, na tela o hipertexto é lido e
escrito de forma multilinear. Acionando-se links, abrem-se infinitas
possibilidades de produção, reprodução e difusão da escrita. Finalizando, cito
uma frase do texto prosposto para leitura digital, impossível de ser esquecido:
"diferentes letramentos ao longo do tempo, diferentes letramentos no nosso
tempo"
( Valdice - abril/ 2012 - Práticas de Leitura e Escrita em Contexto Digital)
Muito bom seu texto .........
As principais modificações que o mundo de informações acarreta na
formação docente são as mudanças de atitudes, seu olhar para o ensino
aprendizagem se volta para um conjunto onde alguém ensina para que alguém
aprenda, não é!?
Gostei muito do Prof. Simão, principalmente, quando ele fala do
uso da tecnologia com a cabeça errada, quer dizer, o uso da tecnologia com as
velhas práticas da sala de aula. Segundo Marcos Silva "Na sala de aula
presencial prevalece a baixa participação oral dos alunos e a insistência nas
atividades solitárias. Na educação a distância, via TV, o perfil comunicacional
da "telessala" ou da "teleaula" se mantém em grande parte
centrado na lógica da distribuição, na transmissão massiva de informações ou
"conhecimentos". E, via Internet, os sites educacionais continuam
estáticos, subutilizando a tecnologia digital, ainda centrados na transmissão
de dados, desprovidos de mecanismos de interatividade, de criação coletiva.
Portanto, seja na sala de aula "inforrica" (equipada com computadores
ligados à Internet), seja no site de educação a distância, seja na
"telessala", seja na sala de aula "infopobre", é preciso ir
além da percepção de que o conhecimento não está mais centrado na emissão."
Ler e Aprender
O QUE É TEXTO?
Segundo
Ziraldo, ler é melhor que estudar. Quantas
verdades embutidas nesta frase! É
aí que reside o nó da questão. O que é texto? Como se constrói os seus sentidos? Seriam os textos apenas
composições ou agrupamentos de palavras com finalidades inumeráveis? Seria uma
ocorrência linguística, escrita ou falada, sociocomunicativa, de qualquer
extensão?
Ao
final de tantas indagações chega-se a conclusão de que texto (escrito, oral,
visual), é toda construção cultural provida de significado e com finalidades,
como a de informar, emocionar, transmitir conhecimento. De um texto pode surgir
outro e mais outro e outro, enfim, a intertextualidade se faz presente na vida
de quem lê, escreve, ouve, vê, nos remetendo ao passado ou apontando para outros
no futuro.
Para
compreender e construir os sentidos do texto, há de se interagir com as
palavras, com os argumentos, com o autor e distinguir o seu conteúdo, entre
muitas outras ações. São várias as capacidades focadas, que vão, desde a
decodificação até sua perfeita compreensão. Sem conhecimento da escrita, do
alfabeto, das relações entre grafemas e fonemas e visão geral(sacada), não
haverá facilidade de compreensão nem de construção de sentidos do texto.
(Valdice - maio/2012 - Leitura e Escrita na Contemporaneidade)
CRÔNICA - ABRIL/ 2012
DOMINGO MACABRO
Sol alto. Céu
sem nuvens. Domingo. Dia de esticar o sono, principalmente para quem mora
sozinha por opção e não tem compromisso.
Afinal a semana fora comprida e o dever cumprido. O descanso era mais do que
merecido para aquela oficial de justiça que não deixa nada para depois. Ellen,
nome abreviado de Ellene, sem “h” , com dois “l” e “e” no final, para complicar
sempre que é requisitado em alguma transação,
nem se dá conta das horas quando ouve a campainha tocar. No edifício
onde mora o silêncio indica que a maioria de seus habitantes, ou viajou ou
ainda dorme. Envolta num roupão, espia pelo olho mágico da porta e nada vê. Por
curiosidade, abre-a e se depara com uma cena inusitada: uma pessoa adulta está
caída e em posição fetal, como a contorcer-se de dor, logo a sua frente. Procura controlar-se e verificar o que está
acontecendo. Ninguém por perto. Apenas ela e aquele estranho bem vestido, olhos
arregalados e de uma imobilidade preocupante.
Liga para a
portaria do prédio e pede ajuda. Decorrem vinte angustiosos minutos até a
chegada de uma autoridade policial e dos paramédicos do corpo de bombeiros, que
constatam que o indivíduo está morto.
Mil perguntas
lhe veem a mente enquanto o corpo aguarda a chegada da perícia. Como chegara
até ali? Quem seria? Por que um desconhecido tocaria sua campainha logo num
domingo de manhã? Enquanto se refaz do susto e o corpo é removido, recebe a
recomendação para estar disponível nos próximos dias para uma eventual
investigação.
Nenhum morador
do terceiro andar se manifestou ou tomou conhecimento da operação que ela
chamou de “domingo macabro”. Com o incidente perdera a vontade de planejar o
dia, após uma chuveirada. Tentou concentrar-se, após tomar um copo de iogurte,
seu desjejum preferido, mas a cena não lhe dava paz. Queria explicações.
Precisava delas. Ligou o “notebook” à procura de notícias sobre o ocorrido confiante nas tecnologias, e nada! Acabou por iniciar uma
conversa com uma escrivã de polícia, amiga de velhas travessuras, que prometeu-lhe
prioridade nas informações. Combinaram de almoçar juntas, não sem antes ligar
para a mãe, preocupada com o fato de a notícia espalhar-se e pegá-la de
surpresa.
Para um
domingo que nada prometia, foi movimentado para muito além do imaginário.
(Valdice - abril/2012 )
segunda-feira, 21 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
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